O título pode assustá-los, mas é essa a intenção. Neste post, venho expor a atual situação da escola e é necessário que nos espertemos para contornar o problema.
Estamos vivendo tempos realmente difíceis, amigos. Tempos nunca antes vividos pela nossa família.
É necessário que fique bem claro, desde o início, que o Rêgo Barros não é e nunca foi uma escola oficialmente pública. Há, sim, uma miscigenação de fatores que influenciam nessa percepção, como os professores concursados federais, o dinheiro do governo para a construção original da escola, o título de Escola Pública Federal, etc. Mas digam-me, leitores, qual escola pública arrecada dinheiro dos alunos (e eu digo valores fixos, mensais), mesmo que por meio de contribuição? Em qual escola pública é vetado o ingresso de alunos que não sejam dependentes de militar, a não ser por meio de uma prova, como muitos filhos de civis já fizeram? – e isso não se encaixa mais aos dias de hoje. Mas antes de eu explicar a atualidade, devo voltar um pouco ao passado para que entendam a nossa situação.
O Rêgo Barros, originalmente, era uma escola Federal. Na época em que ele foi construído, abriu-se uma concessão à Aeronáutica de Belém para que ela pudesse administrar o colégio, levando seu ensino, prioritariamente, a filhos de militares. Para tanto, a Aeronáutica necessitaria bancar o Rêgo Barros com sua própria verba. Com a indisponibilidade desta, foram criadas as mensalidades, forma encontrada para que os pais pudessem contribuir e manter a manutenção do órgão.
Esse dinheiro, após aquele caos, que todos nós conhecemos, da Associação Nossa Senhora do Loureto (antigo órgão financeiro que administrava o colégio – com a presença de Exmo. Brigadeiros, inclusive), onde houve o desvio de mais de 500 milhões de reais, passou a ser controlado diretamente pela Aeronáutica. O novo método de administração era o seguinte: a escola, através de sua Direção Administrativa, deveria passar projetos requerendo verba ao Comar para serem analisados e, após análise minuciosa, acatados ou não. Isso, além de gerar um atraso nas ações da Direção de uma semana ou mais (tempo necessário para dar uma resposta ao projeto) – até mesmo em casos urgentes -, gera respostas negativas, muitas vezes. A escola, então, agindo como órgão independente, levou o Comar à justiça, para defender o dinheiro pago pelos alunos, alegando que este deveria ser manipulado e decidido diretamente pela própria direção pertencente à escola.
Há certo tempo, no entanto, alguns (ir)responsáveis estão deixando de pagar essa contribuição. Essa dívida interna da escola fez com que, em relação a uma prestação de contas com a União, o valor ficasse desfalcado. Esse desfalque gerou uma dívida externa da Aeronáutica com o Estado. Essa dívida e os processos fizeram com que a Supervisão Militar da escola desejasse quebrar este vínculo existente entre Rêgo Barros e Comar. Nesse intere, veio o problema: a escola, por não ser federal, é militar. Mas caso, algum dia, deixe de ser militar, volta a ser pública federal.
Após o detalhamento desses fatos, voltemos a presente realidade e resumamos a situação: o Comar deseja a desvinculação com a escola que, automaticamente, se tornará pública federal, não sendo possível a arrecadação da contribuição mensal e nem o veto aos filhos de civis. Isso quer dizer que o governo federal passaria a bancar a escola com sua verba e, ainda, que qualquer pessoa poderia entrar e matricular no colégio.
Eu não sei vocês, mas essa hipótese não me agrada nem um pouco. Desta maneira, volto a pedir, mais uma vez, o auxílio de vocês. Escrevam ao Comar, procurem a Direção, a Supervisão Militar, mandem os pais de vocês protestarem com o Brigadeiro, se juntarem ao conselho dos pais, exporem o problema e, enfim, buscarem uma solução para uma coisa séria juntos, ao invés de se unirem para pedir ao brigadeiro que a escola seja devidamente capinada, limpa, etc, como foi feito na última reunião.
Deixo aqui o meu voto de confiança e fé de que nós vamos nos livrar dessa!
Comentem, respondam a enquete ao lado (Você acha que a escola deve se tornar pública?) e ajam!
Até a próxima.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Escola pública.
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